E agora?

Respiro fundo. Suspiro. Escrevo. Apago o que escrevi. Volto a suspirar. Enfim, foi duro ontem. Tem sido duro, mesmo quando ganhamos tem sido sofrível. Todas as equipas têm altos e baixos e nós estamos a ter o nosso mau momento. Talvez na pior altura, quando recuperar deslizes já se torna deveras complicado. Razões para tal? Lesões que têm assolado o plantel? O baixo rendimento dos jogadores que voltam de lesões (o que, naturalmente, se compreende)? Na realidade, diria que é um misto delas sendo que, para mim, o caso de Aboubakar é critico. É um jogador que parece só durar meia temporada. Contudo, nem tudo pode ser explicado por isto uma vez que já vencemos jogos mais difíceis e até com menos “indiscutíveis” do que no jogo de ontem. Tudo isto para ir desembocar na influência, agora notória, de um único jogador. Ainda recentemente discutia com colegas de bancada sobre a dependência dos clubes rivais dos seus pontas de lança, nomeadamente Jonas e Bas Dost. Opinava eu que o nosso Futebol Clube do Porto não exibia essa dependência, sendo que ela se distribua mais pelo restante plantel. Enganei-me. Seja ele torto com a bola ou não, seja ele bom ou mau jogador, Marega foi sacado por Sérgio Conceição como que um verdadeiro Cavalo de Tróia. É, na minha opinião, hoje notório dois pontos: o desgaste essencial que Marega causa nas defesas adversárias e os espaços que ele abre para outros companheiros finalizarem (ou mesmo ele). Tenho de dar o braço a torcer, visto que no inicio da época achava que tudo não passava da chamada “tesão do mijo”. Com o tempo fui mudando de opinião e, hoje, deito a toalha ao chão.

23809480_770x433_acf_croppedFonte: Observador

Posto isto, o jogo em Belém foi bem diferente da batalha campal a que se assistiu em Paços. Desde já pelas condições atmosféricas que estavam adequadas para um bom espetáculo e, depois, pela atitude dos jogadores do Belenenses. Ao contrário dos jogadores do Paços de Ferreira, os azuis de Belém não passaram o jogo a perder tempo (e também precisavam dos três pontos!!). Quanto ao nosso jogo, nota 2 para não dizer 0. Ao nível defensivo, sofremos dois golos das poucas vezes que houve perigo junto da nossa área. Ou seja, nada mais há a dizer. Ofensivamente, fizemos o mínimo para uma equipa que estava sempre com a bola (porque o Belenenses não a queria). Cruzamentos, cruzamentos e mais cruzamentos. O jogo interior foi nulo e as poucas oportunidades de perigo que criamos surgiram de bola parada. Neste jogo, bem mais do que no de Paços de Ferreira, podíamos e devíamos ter feito melhor, mesmo que o Belenenses jogasse com os 11 homens atrás do meio-campo após o primeiro golo.

E agora? Quem ler esta crónica dirá que estou pessimista, que por uma derrota já deitei tudo a perder. Mas não é verdade, continuo com a confiança lá em cima. Esta deve-se ao mesmo motivo que tanto insisto nas minhas crónicas: o querer desta equipa, a ambição e a qualidade do nosso treinador. Nestes aspetos, qual Benfica, qual Sporting, não há comparação possível. Agora é momento de nos levantarmos, aprendermos com os nossos erros e rumarmos para o título. Venham essas finais. Sejam elas no Dragão, na Luz ou na Madeira, nada nos vai parar.

Radamel Falcao

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