Sentimentos de campeão!

O futebol é isto mesmo… Emoção!! Taquicardia… Nó no estômago… Suores frios… Arrepios na espinha… Pele de galinha… Alegria… Orgulho… Tudo isto em 90 minutos. Foi assim o meu último clássico contra o Sporting!

Estes jogos são outra coisa. Não tive o privilégio de poder assistir ao jogo no estádio, no meio de todo aquele ambiente único que se cria nestes jogos. Vi-o em casa. Não posso é dizer que o tenha visto sossegado…

Porto Sporting
Fonte: OJOGO

Costelinhas e tinto. Foi com esta companhia que vi o jogo (a mulher também lá estava, acho… Estava sim!, que foi ela que trouxe o jantar!). Não foi fácil conseguir deixar de olhar para a televisão. Foi daqueles jogos que nos prendem, onde o coração não descansa um minuto. Dei por mim em pé, de costelinha nas mãos, no meio da sala a olhar para a televisão, com a mulher na cozinha com aquele olhar incrédulo virada para mim… Estes jogos não são fáceis para ninguém…

O Porto começou bem. Pelas equipa montadas, era para mim evidente que só uma equipa estava ali para tentar ganhar. E não era a que estava com 5 pontos de atraso. Não! O FC Porto de Conceição quis arrumar com um candidato ao título, e conseguiu. Já Jesus, tentou não perder o jogo, e acabou por perder o campeonato. Na falta de Soares e com Aboubakar vindo de lesão, Conceição lançou Paciência para o jogo para fazer dupla com Marega na frente de ataque. Otávio preencheu o lugar que vai pertencendo a Corona. O resto manteve-se.

Porto Sporting 2
Fonte: GoalPoint

O Porto marcou primeiro numa jogada em que comecei a gritar “chuta Maxi“, passei por um “vamos Herrera” e acabei com um “goooooooolooo caral**!!!”. São indescritíveis as emoções nestes momentos! É por eles que amamos este desporto.

Sentindo a pressão dos 8 pontos de desvantagem Jesus tentou mudar o chip a uma equipa que vinha programada para não perder. A verdade é que com o reposicionamento de Bruno Fernandes por troca com Bryan, o Sporting tornou-se mais perigoso. Era, ainda assim, um Sporting demasiado recuado que surgia a criar perigo com remates de fora de área juntamente com as insistências de Bruno Fernandes.

Jesus viu-se obrigado a lançar Rafael Leão para o jogo por lesão do “velhinho” Doumbia. O puto entra e marca. Contra a corrente o Sporting vê-se empatado no dragão. E ao mesmo tempo o nível de azia começou a aumentar. E não foi por causa das costelinhas, nem do tinto…

Tudo se repetiu na segunda parte. Entrada forte do Porto, Sporting conformado e agradado com o empate, e golo do Porto! Gonçalo a trabalhar na direita do ataque, passe venenoso para a área, bola sobra para a nossa superstar Brahimi, que ao contrário do que costuma fazer, finaliza em força e bem colocado! Grande golo do argelino! Estava reposta a verdade no marcador.

Monstro Marega, que tão perigoso estava a ser (como já é habitual) juntou-se ao lote de lesionados. O bicho esticou-se todo para marcar e rompeu… Isto não está fácil, não! Conceição tinha duas hipóteses: meter alguém para segurar o jogo com posse (Óliver) ou meter alguém para defender (Reyes) e jogar na expectativa, entregando a bola ao adversário. Optou pela segunda hipótese. O homem é que é treinador, ele é que sabe. Mas não era o que faria. O Porto passou por momentos mais complicados nos últimos 25 minutos, com Casillas a mostrar serviço. O puto Rafael Leão, que já tinha marcado, teve  novamente nos pés o golo do empate. Desta feita, a pressão pesou demasiado. O Porto acabou por ter também oportunidade para dilatar a vantagem em contra-ataque, mas a decisão final acabou sempre por ser a errada.

No final temos um líder reforçado, temos menos um adversário pela luta do título, e demos um passo de gigante rumo ao título. Admito. Senti-me campeão no final deste jogo! Só uma desgraça nos tira o título este ano. É possível, mas teria de ser encarado como um dos maiores fracassos de que tenho memória.

Hoje é dia de Champions. Não é para todos, mas para nós é… A humilhante derrota em casa deixa-nos de fora das contas dos quartos-de-final, pelo que espero que Conceição veja este jogo como um cumprir de calendário e resguarde os principais jogadores de possíveis (e tão frequentes) lesões. Os homens merecem descanso, e os outros merecem jogar.

Força Porto!

Um até já,

Pinto Não da Costa

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