Largos Dias têm 4 Anos…

Acabou. Mais um ano a acrescentar à seca de títulos. Culpados? Todos nós, cada um à sua maneira…

Diria que apesar de não perfeitos, os menos culpados por mais uma época com tão poucos motivos de festejo serão os adeptos! O apoio foi constante ao longo da temporada, mesmo em alturas em que a equipa teimava em não responder. É com um arrepio que me recordo do ambiente no estádio do Dragão no clássico com o Benfica. Tanta força, tanta garra, tanta união naquelas bancada! Um orgulho!

O tempo de reflexão começou há coisa de uma ou duas semanas. Invariavelmente, a cabeça do treinador já rolou… Com tudo o que já se passou entretanto e não antevendo nenhuma notícia bombástica em relação ao seu sucessor, só posso dizer que foi um erro! Mais um nestes 4 anos (talvez até mais!) que passaram…

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Fonte: Jornal de Negócios

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Dragão a meia-haste

Caros leitores, saudações. No futebol, como em tudo na minha vida, sou um otimista por natureza, mas este ano desportivo está praticamente terminado mesmo que a matemática não o comprove. A avaliar pelos festejos dos nossos rivais, até a própria matemática já lhes concedeu o titulo (memória curta e três títulos a mais no palmarés fez-lhes esquecer os dissabores à última da hora de anos recentes). Por cá, no reduto do Dragão, temos memória bem longa e não nos esquecemos das alegrias que este clube já nos deu. No entanto, também é graças a essa memória que sei que, muito provavelmente, irei ficar sem ver o meu clube levantar a taça de campeão nacional por 4 anos consecutivos (pela primeira vez na minha vida !!). Quando o nosso clube perde, todos perdemos. Mas, certamente que não é a nós, adeptos, que as culpas/responsabilidades podem ser atribuídas.

Então quem deve dar a cara pelo fracasso? 

Screenshot_12Fonte: O Jogo Continuar a ler Dragão a meia-haste

Uma Velinha para o Luís Castro

Saudações, caros leitores. Os ânimos não andam muito elevados para os nossos lados, pois não? Já não serão muitos os portistas que acreditam que o nosso Porto vá ser campeão. Na verdade, se não formos campeões, como penso que vá acontecer, só não o seremos por culpa própria. Falhámos nos momentos críticos da época e isso paga-se com campeonatos. Com um tetra para o maior dos rivais…

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Fonte: Desporto Sapo

É matematicamente possível ainda sermos campeões. E portista que é portista, vai seguir o Rio Ave – Benfica com toda a atenção, nem que seja através das notificações no telemóvel. Milagres acontecem! Continuar a ler Uma Velinha para o Luís Castro

Só precisamos de 3 Kelvins!

Ora viva,

É com angústia que chega a minha vez de escrever acerca do último jogo. Angústia, porque ultimamente sempre que escrevo, o nosso Porto acaba de perder pontos na luta pelo título. Pé frio!

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Fonte: Jornal OJogo

A história do jogo foi tão repetitiva que até cansa falar nela. Mais uma vez podemo-nos queixar da arbitragem nada isenta do árbitro. Já se falou tanto nisto durante o ano que até este sentimento de revolta está adormecido. Mais uma vez demos uma parte de avanço. O problema, neste caso, foi a equipa adversária ser um adversário mais difícil. O seu treinador ridículo ainda não conseguiu destruir esta boa equipa recheada de jogadores interessantes como é costume. Equipa essa que viu no Porto o adversário ideal para fazer um jogo faltoso do início ao fim e aguentar o empate na segunda parte. Na segunda parte com a entrada de Corona e com uma atitude diferente na recuperação de bola em zonas adiantadas, o nosso clube acabou por fazer um bom jogo. Mas não foi um jogo de campeão. Ainda tenho pesadelos com aquele lance em que Danilo isolado após uma brilhante jogada ensaiada cabeceia a bola para a pedreira. Desconfio que poderá ser o nosso lance à “Bryan Ruiz”. Alguns jogadores estavam nervosos como Brahimi e até Oliver, imagine-se. Oliver esteve como nunca o vi, eu diria até desastrado para aquilo que são os seus parâmetros normais claro. Aos enormes jogadores exigem-se coisas enormes. Desta vez a dupla Oliver+André não funcionou bem. Pareciam estar a fazer as mesmas coisas e nas mesmas alturas, quando o Porto precisava de variedade. Depois da saída do espanhol até se viu um André mais solto e mais clarividente. A equipa estava, apesar de tudo, focada e com frenesim atacante. A imagem do jogo para mim é quando cai uma cadeira no relvado de Braga perto de Corona com o jogo em andamento. E este, antes que a bola chegue até a ele arruma o objeto importuno para fora do relvado numa atitude de “epá não tenho tempo para mariquices agora”.

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Fonte:Jornal Record

Soares deu-nos a esperança numa reviravolta com mais um belo cabeceamento, mas ela acabaria por não acontecer.

Na minha opinião muito provavelmente aqui se decidiu o título. Pessimista me confesso. Acreditava com grande fezada que se o Porto vencesse seria campeão. A demonstração de força/falta dela também assusta/entusiasma o adversário. A juntar a isso, claro está, a equipa continuaria a um ponto podendo aguardar o desenrolar do dérbi da segunda circular. Agora resta esperar por dois ou três milagres: o benfica perder, o porto vencer todos os jogos e manter uma maior diferença de golos. Precisamos de três Kelvins neste momento e isso se calhar já é pedir muito aos deuses do futebol. Se bem que, se os deuses do futebol estão atentos, deviam saber que o Porto merece esse prémio. Com uma equipa menos cotada tem jogado muito mais futebol que os adversários. Mesmo em momentos maus da época, o que definiu os maus resultados foram quase sempre a ansiedade de não conseguir finalizar da melhor forma. O Benfica pode mais uma vez encarar um dérbi de forma mais tranquila que aquilo que se esperava e fazer um jogo que tanto gosta que é jogar para o empate ganhando. Como isto ainda não acabou, vou deixar os balanços para mais tarde. Mas posso adiantar desde já que NES pelo que tem conseguido merecia ter tido já da parte da direção um voto de confiança. Se uma renovação não fosse possível, um elogio público ou algo do género poderia fazer diferença nesta fase mais difícil do campeonato.

Aguardando por três Kelvins,

Um abraço,

Falta de jeito

Contra Belém é que sabe bem

Este era daqueles testes que era essencial passar. Uma semana decorrida pós-clássico e demonstramo-nos capazes de mantar a chama do titulo acesa. Confesso que esperava que o SLB escorregasse em Moreira de Cónegos, mas tal não aconteceu (por pouco, muito pouco !!!). Ora, no Dragão, Brahimi, Corona e Danilo fizeram parte da conta que Deus fez. O Belenenses nunca ameaçou propriamente o resultado, contudo o jogo pode descrever-se em duas partes – o antes e o depois da entrada de Jesus Corona. O nosso Futebol Clube do Porto apresentou-se de inicio com Soares e André Silva no onze inicial, deixando Corona no banco. Nada de surpreendente uma vez que jogávamos na nossa fortaleza e contra uma equipa teoricamente acessível. Contudo, este esquema não estava a resultar. André Silva como sempre um lutador nato, Soares andou um pouco desaparecido. Ao ver a ineficácia da equipa em criar oportunidades de ataque, NES fez entrar Corona (e muito bem!!). Bem sabemos que ele é o jogador mais próximo que temos de um extremo puro o que, portanto, nos permitiu ter mais profundidade no jogo. É verdade que já nos encontrávamos a vencer, mas o impacto da sua entrada foi imediato. Por outras palavras, deixou o jogador do Belenenses a pensar onde estavam os seus rins e enquanto os procurava já Tiquinho Soares tinha faturado. Este golo praticamente garantiu-nos a vitória no encontro, a equipa acalmou e o 3-0 surgiu com naturalidade.

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Continuamos de Pé e Vamos à Luta!

O jogo de todas as decisões acabou por não decidir nada! Por um lado perdemos a oportunidade de continuarmos a depender de apenas nós próprios para sermos campeões, por outro lado mantivemos a distância pontual para o rival ao empatarmos em sua casa naquele que seria (teoricamente) o jogo mais complicado que tínhamos até ao final da época.

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Fonte: MaisFutebol

Foi um bom jogo! Admito que o Benfica me surpreendeu com a forma como encarou o desafio, principalmente nos primeiros 15 minutos. Entraram fortes, dominadores, e acabaram por conseguir o golo da vantagem através de um penalty concretizado por Jonas. Continuar a ler Continuamos de Pé e Vamos à Luta!

Travão! Continua a luta.

Ora viva,

O Porto parou o seu ciclo de vitórias consecutivas em busca do título de campeão. Parar um ciclo vitorioso é sempre mau, mas este parece ter acontecido na pior altura e foi completamente escusado. Um empate em casa com o Setúbal cairia sempre como uma derrota. Mas este soube a humilhação. Parecia finalmente que a consistência e a garra demonstrada em campo ia trazer novidades na classificação. Mas isso não aconteceu e agora, um dia depois, já me é possível analisar friamente o que falhou.

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Fonte: Sapo Desporto

A táctica:

Nuno arrisca um 4-4-2 clássico que já deu bons resultados e que já foi muito pedido pelos adeptos quando não era utilizado. Na altura diziam que era medroso. Agora, como o desfecho deste jogo não foi o desejado, dizem que não faz sentido. Continuar a ler Travão! Continua a luta.